O PicPay e o Banco Original S/A foram acionados pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por conta de práticas abusivas que podem trazer impactos negativos aos consumidores. O fato ocorreu nesta quinta-feira (4). Na ação, a promotora, Joseane Suzart, apontou desde cobranças indevidas até falhas no atendimento e na prestação de informações claras sobre os serviços e contratos.
Entre as irregularidades constatadas pelo MPBA, que ajuizou uma ação civil pública contra as instituições, estão:

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- inclusão indébita dos consumidores em cadastros de inadimplência, sem comprovação da referida dívida;
- dificuldade no cancelamento da conta;
- débito indevido na conta do consumidor, referente a uma parcela de empréstimo já paga;
- redução injustificada do valor disponibilizado para o crédito.
Além disso, os consumidores ainda reclamaram das tarifas excessivas impostas pelos bancos, que resultaram em: dívidas desproporcionais; falta de suporte efetivo aos clientes dos serviços; e recorrente dificuldade para cancelar o cartão de crédito.
No documento, a promotora aponta migração das contas de pessoa física do Banco Original para o PicPay, sem consentimento por parte dos consumidores. O MPBA propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) às respectivas organizações, mas o acordo não foi acatado por elas.
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Na ação, o Ministério Público solicita à Justiça que determine, liminarmente, que as empresas adotem algumas práticas no atendimento e prestação de serviço ao cliente:
- transparência nas informações sobre a concessão de crédito, independente da modalidade adotada.
- Alertar aos consumidores o preço do produto e serviço, de acordo com a moeda nacional, porcentagem dos juros mensal e da taxa efetiva anual e a soma total a pagar.
- Informar aos clientes, de forma detalha, sobre o tipo de empréstimo solicitado e apresentar, durante publicidade da oferta de crédito, potenciais riscos que os produtos podem causar.
- Garantir práticas de créditos responsáveis, evitando o superendividamento das pessoas.
- Disponibilizar a cópia do contrato do acordo de empréstimo aos consumidores;
- Não apresentar imposição, caso o cliente solicite o cancelamento do cartão;
- Não cobrar valores abusivos nos juros.
- Antes de encaminhar o nome do consumidor aos cadastros restritivos de crédito, avaliar se consta, de fato, uma dívida.
- Redução do valor de crédito disponibilizado ao titular da conta, seguindo a lei vigente.
- Informar aos consumidores afetados pela migração dos bancos o motivo e eventuais benefícios na transferência.
- Aperfeiçoar o Serviço de Atendimento aos Consumidores (SAC).