Política
por Héber Araújo
Publicado em 07/11/2026, às 06h00
As eleições presidenciais mal acabaram e as articulações para a próxima eleição já estão a todo vapor. A prefeitura de Salvador agora é o prêmio que, tanto a atual gestão, como o grupo ligado ao governo da Bahia, estão atrás.
Governada há 14 anos pelo grupo carlista, a gestão municipal visa manter seu poder à frente da primeira capital do Brasil, após se ver enfraquecida pelo seu principal líder, ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo do Estado pela segunda vez. As eleições, inclusive, resultaram em protestos e pedidos de impeachment do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), por não fornecer ônibus suficientes para o segundo turno.
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Entre os nomes ventilados para conquistar o eleitorado e garantir mais um mandato para o grupo carlista está o da atual vice-prefeita, Ana Paula Matos (União Brasil). Se confirmada, ela repetirá o feito de Bruno Reis, que era vice-prefeito de ACM Neto durante o segundo mandato à frente da gestão.
Outro nome também ventilado é do deputado federal Léo Prates (Republicanos), que anunciou que fará uma “caravana da gratidão” em bairros de Salvador, para agradecer os votos que recebeu.
O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) também é um candidato que pode concorrer às eleições, mas, ao contrário de Ana Paula e Leo Prates, o parlamentar vem se colocando “à disposição” para encarar a disputa.
Já o Partido Liberal (PL), membro da base de apoio, quer mostrar a própria força na disputa e articula lançar um nome próprio para encarar o pleito municipal. Um dos principais nomes ventilados é o do deputado estadual Diego Castro (PL). O próprio também disse estar disposto a concorrer à prefeitura de Salvador.
Já no campo de oposição — ligado ao governo da Bahia — um dos principais nomes que entram na disputa é o da deputada estadual eleita e ex-secretária de educação, Rowena Brito (PT). Ela foi um dos grandes destaques das eleições estaduais obtendo mais de 137 mil votos, sendo a terceira mais bem votada da Bahia.
Outro nome comentado é do secretário de relações institucionais (Serin) do governo da Bahia, Adolpho Loyola (PT). Além dele, o empresário Guilherme Bellintani também desponta para a disputa.
Ainda no campo petista outros nomes são citados, mas com menos chances de serem confirmados, caso do senador eleito e ex-governador, Rui Costa (PT), e da ministra da Cultura e cantora, Margareth Menezes.
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