Economia & Mercado

Roubo histórico! Hackers invadem gigante das criptomoedas e desviam R$ 33 bilhões em 20 minuto

Reprodução/Bitcoin
Quase metade do valor roubado já foi bloqueado, e a maior corretora do mundo garantiu que nenhum cliente ficará no prejuízo.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Bitcoin
Gabriel Dinis

por Gabriel Dinis

Publicado em 30/10/2026, às 08h56 - Atualizado às 11h56



A Binance, maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo, foi alvo na noite de ontem (29) de um ataque digital histórico que desviou cerca de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 33 bilhões) de seus cofres virtuais.

O episódio já é considerado o maior roubo da história e, segundo relatórios de empresas internacionais de inteligência digital, como TRM Labs e Chainalysis, a ação ocorreu em uma janela de apenas 20 minutos. As carteiras digitais ativas da Binance foram esvaziadas em dez redes diferentes ao mesmo tempo, incluindo Bitcoin, Ethereum e Solana.

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A brecha inicial foi aberta a partir da invasão ao computador corporativo de um engenheiro de sistemas da própria corretora. Com esse acesso, os invasores entraram nos servidores internos que autorizavam as transações.

Em pronunciamento oficial publicado em sua conta no X (antigo Twitter), o presidente-executivo da Binance, Richard Teng, detalhou o incidente e buscou acalmar o mercado:

"Quero falar diretamente com vocês sobre o que aconteceu. O recado principal é: seu dinheiro está seguro e nós cobriremos cada perda.

Nossa investigação inicial indica que este incidente de segurança pode ter começado com o computador comprometido de um engenheiro de DevOps. Isso deu ao invasor acesso a um contêiner de serviços, onde ele enviou transações não autorizadas de retirada.

Para que fique claro: o invasor não usou simplesmente as permissões de um engenheiro, e isso não foi uma ação de 'um clique'. Tratou-se de um processo de ataque muito mais complexo. Nossa investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo.

Até o momento, não encontramos nenhuma evidência de vazamento das chaves privadas mestras das carteiras."

Teng também resumiu os pontos centrais da crise aos usuários, reforçando que os fundos dos clientes estão totalmente protegidos, uma vez que a corretora absorverá o prejuízo utilizando tanto seu fundo de emergência (SAFU) quanto recursos próprios da companhia.

O executivo estimou o impacto total da invasão em cerca de 6,3 bilhões de dólares, dos quais cerca de 3 bilhões de dólares já foram congelados graças à cooperação rápida com parceiros da indústria. Enquanto os depósitos seguem funcionando normalmente, os saques foram pausados temporariamente para uma reformulação completa na arquitetura de segurança do sistema, ao mesmo tempo em que forças policiais internacionais e empresas de inteligência cibernética foram acionadas para rastrear os criminosos e tentar reaver os valores desviados.

Autoria atribuída ao governo norte-coreano

Investigadores independentes e agências de rastreamento confirmaram que as rotas e códigos utilizados pertencem ao TraderTraitor, extensão do conhecido grupo Lazarus, operado pelas forças militares da Coreia do Norte.

O regime de Pyongyang utiliza ataques cibernéticos contra plataformas financeiras globais como principal método para obter moeda forte e financiar programas estatais. Especialistas destacam que, por agirem sob proteção do próprio Estado norte-coreano, prisões imediatas dos operadores são improváveis.

Apesar do susto inicial que derrubou a cotação do Bitcoin momentaneamente para a casa dos 76 mil dólares, a rápida garantia de ressarcimento integral dada por Richard Teng e o bloqueio de metade dos fundos impediram uma corrida desenfreada aos saques e estabilizaram o mercado.

Classificação Indicativa: Livre

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