Entretenimento
A Jovem Pan iniciou uma onda de demissões que atingiu pelo menos 20 profissionais em meio a dificuldades para atrair anunciantes e à queda nas receitas publicitárias. A emissora promove uma reestruturação interna após as eleições de 2026, com cortes em setores do jornalismo, entretenimento e equipes técnicas, além de avaliar mudanças nos investimentos previstos para o próximo ano.
De acordo com informações da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, os cortes atingiram profissionais de diferentes áreas. Entre os desligados está Fernando Pelegio, contratado em abril para assumir a direção artística e de programação da empresa. Integrantes da produção de programas de entretenimento no rádio também foram dispensados, além de outros 15 funcionários da equipe técnica.
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A movimentação acontece em meio a um período de retração comercial. Segundo a publicação, a empresa não consegue fechar novos contratos de publicidade desde agosto e também enfrenta redução no faturamento obtido com a monetização de seus canais no YouTube.
A dificuldade para atrair anunciantes aumentou a pressão sobre a direção comercial. Walter Zagari, principal executivo responsável pela área, estaria sob cobrança para conseguir novos acordos ainda em novembro. A falta de contratos pode colocar seu próprio cargo em risco.
Nos bastidores, a retração dos investimentos publicitários é associada ao período eleitoral, que teria provocado mudanças na distribuição das verbas destinadas ao mercado de comunicação. Diante desse cenário, a direção também avalia rever os investimentos previstos para 2027.
A saída de Fernando Pelegio representa mais um capítulo da reformulação interna. A estratégia da empresa é reduzir o espaço destinado ao entretenimento e concentrar recursos no jornalismo, considerado seu principal diferencial.
Em resposta à Folha de S.Paulo, o presidente da emissora, Roberto Araújo, negou que a empresa esteja enfrentando uma crise e classificou as mudanças como uma reorganização estratégica.
"A Jovem Pan está fazendo uma arrumação de rota, revendo prioridades e ajustando sua estrutura para um novo momento do mercado de comunicação", afirmou.
O executivo também justificou o encerramento de formatos que não apresentam retorno financeiro considerado satisfatório e destacou que a intenção é direcionar investimentos para áreas com maior potencial de crescimento.
Apesar das dificuldades comerciais e das mudanças na estrutura, a emissora ocupa atualmente a terceira posição entre os canais de notícias da TV por assinatura, atrás da GloboNews e da CNN Brasil.
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