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Pedreiro, trabalhador agropecuário e soldador estão entre as profissões com maiores índices de acidente de trabalho na Bahia

Fernando Frazão/Agência Brasil
Entre as causas externas específicas dos acidentes de trabalho aparecem impacto causado por objeto lançado, projetado ou em queda  |   Bnews - Divulgação Fernando Frazão/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 03/11/2026, às 10h18



Um levantamento feito pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) divulgado nesta terça-feira (3) revela que, entre janeiro de 2023 e maio de 2026, dez ocupações concentraram quase um terço do total nacional de acidentes de trabalho. O estudo aponta que somente essas dez atividades profissionais contabilizaram 548.612 notificações (29,8%), dentro de um universo total de 1,8 milhão de registros de acidentes no país. A análise usou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ligado ao Ministério da Saúde. 

Pedreiros, alimentadores de linha de produção, trabalhadores agropecuários, técnicos de enfermagem, faxineiros e motoboys estão destaque no estudo.  O levantamento também investigou quais os dez principais códigos de acidentes de trabalho em relação ao total nacional de registros (1,8 milhão), no período entre janeiro de 2023 e maio de 2026. 

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Entre as causas externas específicas informadas, aparecem: impacto causado por objeto lançado, projetado ou em queda; objeto cortante ou penetrante; e quedas no mesmo nível por escorregão, tropeço ou passo em falso. Na Bahia as cinco primeiras posições do ranking estão pedreiro, trabalhador agropecuário, soldador e técnico de enfermagem. Juntas somam mais de 18 mil ocorrências. 

A Região Nordeste aparece na terceira posição do ranking, com 72.113 registros (13,1%), seguida pelo Centro-Oeste, com 48.557 ocorrências (8,9%), e pela Região Norte, com 29.145 (5,3%).

A análise regional das dez ocupações pesquisadas pela ANAMT aponta que o Sudeste acumula 40,4% do total de casos: 221.679. Em seguida aparece a Região Sul, com 177.118 notificações (ou 32,3%). Juntas, as duas regiões concentram 72,7% dos acidentes.

Em relação à cor ou raça, os dados mostram ainda uma distribuição próxima entre trabalhadores brancos (228.860) e pardos (224.628), que juntos concentram mais de quatro em cada cinco notificações.  Por sua vez, o  levantamento evidencia uma predominância expressiva de notificações envolvendo trabalhadores do sexo masculino, com 78% dos casos.

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