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por Samuel de Jesus
Publicado em 04/11/2026, às 07h51 - Atualizado às 08h28
Duas brasileiras denunciaram agressões físicas e ataques xenofóbicos à Policia de Segurança Pública (PSP)) após serem atacadas na madrugada de 31 de outubro, na calçada de uma boate, em Lisboa, Portugal. As vítimas são uma chefe de cozinha, de 37 anos, e uma cinegrafista, de 35. As duas receberam o estatuto de vítimas após prestar queixa.
De acordo com a matéria do jornal O Globo, as duas aguardavam um carro por aplicativo na calçada de uma boate quando um homem em uma motocicleta teria subido no passeio e avançado contra elas de forma violenta. Após uma discussão, o motociclista teria iniciado as agressões utilizando socos e golpes com o capacete.
chefe de cozinha afirmou ter sofrido ferimentos na boca e precisou levar pelo menos cinco pontos. Já a cinegrafista teve uma fratura exposta no tornozelo direito, não se lembra do momento da agressão e permanece internada aguardando cirurgia, sem previsão de alta. De acordo com relatos de pessoas próximas, ela poderá ficar meses sem conseguir apoiar o pé no chão e trabalhar.
A outra vítima, uma cinegrafista de 35 anos, disse não se lembrar do momento da agressão. Ela teve uma fratura exposta no tornozelo direito e permanece internada à espera de cirurgia, sem previsão de alta.
Além de sofrer as agressões, as brasileiras passaram por outra situação constrangedora; elas relataram ter sido alvo de comentários machistas e xenofóbicos por parte de pessoas que trabalhavam na segurança da boate.
De acordo com relatos das vítimas, os seguranças teriam dito que elas deveriam voltar para a própria terra. Uma produtora de uma festa brasileira realizada no estabelecimento também relatou que ouviu comentários xenofobicos em defesa do agressor. Segundo ela, um dos seguranças afirmou que o homem teria razão durante a confusão e declarou:
No meu país é assim, não sei como é no seu país".
A produção do evento brasileiro divulgou uma nota de repúdio às agressões e às manifestações preconceituosas relatadas pelas vítimas e testemunhas. Em posicionamento oficial, a boate afirmou ter sido a primeira a entrar em contato com a Polícia de Segurança Pública.
O estabelecimento declarou que o homem envolvido na agressão não integra seu quadro de funcionários nem a equipe terceirizada de segurança.
A casa de eventos também confirmou que os seguranças tentaram controlar a situação e evitar novos episódios de violência. As imagens do circuito interno foram disponibilizadas às autoridades para indentificar os fatos e ajudar nas investigações.
A empresa ainda rejeitou categoricamente as acusações de comportamento machista, xenofóbico ou homofóbico e declarou que inclusão e respeito são princípios da empresa. O caso foi registrado pelas autoridades portuguesas e segue sob investigação.
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