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Após ter prisão decretada por extorsão, influenciador e deputado estadual eleito está foragido

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Influenciador digital e deputado eleito teve a prisão preventiva decretada na última quinta-feira e está sendo procurado pela polícia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Instagram
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 31/10/2026, às 14h35



Após ter a prisão decretada pela Justiça de Pernambuco por extorsão, o influenciador digital e deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) está foragido e o advogado de defesa diz que seu cliente é inocente e que houve "vazamento seletivo" de informações do caso. As informações são do G1.

Emerson Freitas está foragido desde a quinta-feira (29). Nesta sexta-feira (30), a defesa do deputado eleito fez uma coletiva de imprensa e afirmou que não teve acesso ao processo em que o influenciador é réu. O processo está em segredo de Justiça, por isso os detalhes da investigação não foram divulgados. Na decisão, a 15ª Vara Criminal da Capital também aceita denúncia contra uma mulher chamada Rizelly da Silva Santos, que não teve a prisão decretada.

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Em entrevista à TV Globo, o advogado Weryd Simões afirmou que o inquérito contra o influenciador foi aberto porque ele "foi às redes sociais denunciar o crime organizado, denunciar o toque de recolher, denunciar as facções".

"A polícia, em vez de investigar os criminosos responsáveis por esse toque de recolher, começou a investigar o próprio Emerson, alegando ter feito uma análise, uma perícia num aparelho celular. Esse aparelho celular pertence a uma pessoa falecida, que não podia ter autorizado a análise desse aparelho celular. Num segundo aspecto, esse aparelho celular podia sim ser periciado por autorização judicial. Não consta dos documentos que nós tivemos acesso nenhuma autorização judicial para que esse aparelho fosse periciado", alegou o advogado.

"Emerson não está nessa residência, que é a casa de um eleitor. A comunidade assustada, a vizinhança, com essa escolta policial aqui há mais de 24 horas. Agora, fato importante, por que Emerson não teve oportunidade de ser ouvido? Por que não foi dado acesso à defesa de Emerson a tudo que tem nesse inquérito policial?", questionou o advogado.

O advogado também afirmou que:

  • o mandado de prisão preventiva foi expedido às 14h10 da quinta-feira (29);
  • o inquérito foi instaurado no mês de julho deste ano, é composto por prints de Instagram e do WhatsApp, e não tem relação com a campanha política do deputado;
  • houve o vazamento seletivo de informações sigilosas da decisão judicial;
  • desde quinta-feira (29), solicitou acesso à decisão judicial, mas teve o pedido negado, e alegou que não pode realizar a defesa sem ter conhecimento amplo das acusações.

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