Polícia
Quase oito dias após a tragédia com Danilo Santos, 25 anos, conhecido como Danilinho, morto durante uma ação da Polícia Militar, na madrugada do último sábado (24), no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, familiares e amigos da vítima seguem mobilizados em busca de justiça pela morte do jovem.
Danilo, que completaria 26 anos nesta sexta-feira, 30 de outubro, recebeu homenagens de amigos, no campo onde ele dava aulas, no bairro de Santa Cruz.
A Polícia Militar da Bahia alega que Danilo foi morto durante um suposto confronto com equipes do 30° Batalhão da PM, no momento em que equipes faziam patrulhamento na localidade conhecida como Emídio Pio.
Segundo a corporação, as guarnições teriam sido surpreendidas por cerca de 15 homens armados que atiraram nos PMs, que revidaram em seguida. Momentos depois, eles alegam ter encontrado Danilo e uma mulher feridos. Ambos foram levados para uma unidade médica, mas Danilinho não resistiu.
Em entrevista ao BNews, Carlos Fernando, pai do jovem, contestou a versão da PM, e disse que o filho não teria envolvimento com a ocorrência envolvendo o suposto confronto. "Não teve nada de troca de tiro. Eles, dentro do carro, atiraram no meu filho", relatou.
Abalado, Carlos descreveu Danilo como um filho dedicado e destacou a relação próxima entre os dois. Eles mantinham um projeto social voltado para crianças e mulheres na região de Santa Cruz, onde desenvolviam atividades comunitárias, incluindo futebol.
Após a operação policial, a circulação de ônibus foi suspensa em áreas de Santa Cruz e Vale das Pedrinhas na segunda-feira (26), após ameaças, afetando a rotina de moradores da região que dependem do sistema de transporte público.
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