Polícia
por Maycol Douglas
Publicado em 16/09/2026, às 10h56 - Atualizado às 13h56
Três pessoas foram presas em Salvador durante uma operação da Polícia Civil que investiga um grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas em Salvador que movimentou mais de R$ 32 milhões e causou um prejuízo na casa dos R$ 15 milhões.
O trio preso possui ocupações em diferentes áreas: uma veterinária, uma administradora e um homem que se apresentava como contador. Segundo as investigações, o falso contador é apontado como o grande articulador do esquema criminoso.
A administradora atuava justamente na área financeira e contábil. Já a médica-veterinária teria participado da movimentação patrimonial e societária das empresas que são alvos da operação policial.
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SAIBA QUEM SÃO OS SUSPEITOS
O grupo criava documentos que simulavam dívidas de empresas, segundo as investigações da Polícia Civil. As duplicatas eram apresentadas a fundos de investimento como se fossem referentes a vendas ou serviços que haviam sido realizados.
Mais de mil duplicatas falsas, envolvendo mais de 200 empresas, foram identificadas ao longo da apuração. Segundo a polícia, essas empresas não tinham realizado as operações comerciais indicadas nos títulos.
Os suspeitos usavam o próprio dinheiro para pagar algumas das duplicatas para os títulos continuarem sendo negociados e novos valores serem obtidos junto aos fundos de investimento.
Durante a operação, a Justiça também determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões. A medida busca evitar que o patrimônio seja ocultado ou transferido e garantir recursos para um possível ressarcimento das vítimas.
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