Polícia

Veterinária, administradora e falso contador: saiba quem são suspeitos presos em Salvador por fraude acima dos R$ 15 milhões

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Três suspeitos foram detidos em operação que investiga fraudes de R$ 32 milhões em Salvador e causou um prejuízo na casa dos R$ 15 milhões  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycoldouglascleide@gmail.com

Publicado em 16/09/2026, às 10h56 - Atualizado às 13h56



Três pessoas foram presas em Salvador durante uma operação da Polícia Civil que investiga um grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas em Salvador que movimentou mais de R$ 32 milhões e causou um prejuízo na casa dos R$ 15 milhões.

O trio preso possui ocupações em diferentes áreas: uma veterinária, uma administradora e um homem que se apresentava como contador. Segundo as investigações, o falso contador é apontado como o grande articulador do esquema criminoso. 

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A administradora atuava justamente na área financeira e contábil. Já a médica-veterinária teria participado da movimentação patrimonial e societária das empresas que são alvos da operação policial. 

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SAIBA QUEM SÃO OS SUSPEITOS

  • Caio Vinícius Sande Santos: É apontado como o principal investigado pela polícia, foi preso no bairro Jardim Armação, e atuava nas áreas financeira e comercial, sendo responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos. Apesar de Caio ter sido apontado como contador, o Conselho Regional de Contabilidade da Bahia afirmou que, após consulta aos assentamentos cadastrais da Autarquia Federal, não foi localizado registro em nome do suspeito.
  • Kaliana Argolo de Oliveira: A administradora foi presa no bairro Jardim das Margaridas e atuava justamente na área financeira e contábil do grupo. As investigações apontam que ela participava  da manipulação de balanços e informações privilegiadas no esquema.
  • Adriana Gonçalves Sande Santos: Médica-veterinária e esposa de Caio Vinícius, Adriana foi presa durante a operação da Polícia Civil. As investigações apontam uma transferência em março de 2026 das cotas de uma empresa avaliada em R$ 1 milhão para ela.

Como funcionava o golpe

O grupo criava documentos que simulavam dívidas de empresas, segundo as investigações da Polícia Civil. As duplicatas eram apresentadas a fundos de investimento como se fossem referentes a vendas ou serviços que haviam sido realizados.

Mais de mil duplicatas falsas, envolvendo mais de 200 empresas, foram identificadas ao longo da apuração. Segundo a polícia, essas empresas não tinham realizado as operações comerciais indicadas nos títulos.

Os suspeitos usavam o próprio dinheiro para pagar algumas das duplicatas para os títulos continuarem sendo negociados e novos valores serem obtidos junto aos fundos de investimento.

Durante a operação, a Justiça também determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões. A medida busca evitar que o patrimônio seja ocultado ou transferido e garantir recursos para um possível ressarcimento das vítimas.

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