Política
por Sophia Souza
Publicado em 03/11/2026, às 16h08
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogue a ordem de entrega dos passaportes do parlamentar.
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A medida foi determinada após um pedido da Polícia Federal, apresentado sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar sua derrota nas eleições presidenciais. Flávio, no entanto, descumpriu a determinação de Moraes e deixou o Brasil usando um passaporte italiano.
O senador, a mulher e as duas filhas saíram do território brasileiro por via terrestre e embarcaram em Puerto Iguazú, na Argentina. A família chegou aos Estados Unidos na última quarta-feira (28), em um jato particular.
O senador é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo bets estrangeiras e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz.
Segundo informações do jornal Estado de S. Paulo, além disso, os advogados também tentam retirar a investigação das mãos de Alexandre de Moraes. Eles alegam que existem circunstâncias que comprometem a permanência do ministro no caso e pedem ao STF o reconhecimento de seu impedimento ou suspeição.
O pedido foi apresentado por meio de agravo regimental, recurso utilizado para contestar decisões monocráticas de ministros e submetê-las à análise de um grupo de magistrados.
A defesa de Flávio também aponta conexões entre Moraes e pessoas jurídicas mencionadas na investigação. O argumento se trata da Fraction 024, empresa ligada à administração de uma aeronave que foi utilizada tanto pelo senador quanto pelo ministro.
Ainda há as relações comerciais envolvendo a companhia e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, que segundo os advogados, levantam dúvidas sobre a imparcialidade necessária para a condução do caso.
Investigações apontam que Flávio figurava na lista de "contatos favoritos" de Willer Tomaz em um aplicativo de mensagens com a autodestruição do conteúdo após uma única leitura.
Alexandre de Moraes também proibiu Flávio de manter contato com Willer Tomaz, que está no exterior desde agosto, possivelmente em Miami.
Além desse caso, o senador responde a um segundo inquérito, que apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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