Política
Apesar de ter cumprido a promessa de tirar novamente o Brasil do Mapa da Fome, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá outro desafio grande em seu quarto mandato.
44,8 milhões de brasileiros — cerca de um quinto da população — ainda não têm renda suficiente para manter uma alimentação saudável, composta por cereais, frutas, verduras, leguminosas e fontes de proteína, nas quantidades recomendadas pela ONU.
O dado consta do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi)", da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado em julho deste ano, com dados até 2025.
A pesquisa também aponta que 20,3 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave entre 2023 e 2025, ou seja, não tiveram acesso regular a alimentos nutritivos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Entre 2021 e 2023, esse número era maior 39,7 milhões.
Para estimar quantas pessoas não conseguem pagar por uma alimentação saudável, a ONU compara o custo de uma cesta variada de alimentos com a renda que sobra após o pagamento de despesas básicas, como moradia, vestuário e transporte.
Essa cesta reúne 11 alimentos capazes de fornecer, juntos, cerca de 2.330 calorias diárias por pessoa. A ONU seleciona os produtos mais baratos disponíveis em cada país que atendam às recomendações de uma alimentação equilibrada.
Os alimentos são divididos em seis grupos: cereais, raízes e tubérculos; carnes, peixes, ovos e laticínios; leguminosas, castanhas e sementes; óleos e gorduras; frutas; e verduras e legumes.
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