Política
Militares que apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026 ficaram insatisfeitos com a postura do senador após a derrota nas eleições. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a decisão de deixar o Brasil e partir para os Estados Unidos, sem reconhecer o resultado eleitoral, provocou discordância entre integrantes das Forças Armadas.
Entre os militares ouvidos pela reportagem estão integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, incluindo ex-comandantes das Forças e oficiais que ocuparam cargos em diferentes governos nas últimas duas décadas. As fontes preferiram não ser identificadas, sob a justificativa de que o cenário político ainda é instável.
Um oficial-general que já atuou no Congresso Nacional e em diferentes governos comparou a saída de Flávio do país ao comportamento de um comandante que abandona a própria tropa. Segundo ele, deixar o Brasil sem reconhecer a derrota ou prestar esclarecimentos aos eleitores seria uma atitude imperdoável para um militar.
Outro oficial afirmou que a insatisfação não está relacionada a questões políticas ou ideológicas, mas a valores como caráter, honra, lealdade e gratidão. Uma terceira fonte também demonstrou decepção com o comportamento do senador, considerada maior do que a imagem de heroísmo que ele tentou transmitir ao alegar perseguição política.
Enquanto a família Bolsonaro vive um desgaste com os militares, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a ganhar espaço. Segundo a reportagem, o ex-capital do Exército desponta como nome favorito para uma possível candidatura presidencial.
Tarcísio, inclusive, já afirmou em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo que considera tentar a Presidência ao fim de seu novo mandato. O posicionamento reforçou o movimento de aproximação de militares com o governador, que também começa a se distanciar do bolsonarismo.
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