Salvador
A empresa Rota Brasil Construções Ltda., responsável pela construção do galpão da Bahia Ecologia, onde duas trabalhadoras morreram após o desabamento de uma marquise, em Salvador, emitiu uma nota, nesta quinta-feira (29), afirmando que a obra não estava concluída nem havia sido liberada para utilização.
O acidente aconteceu na terça-feira (27), nas instalações da empresa de reciclagem, localizada no bairro de Pirajá, nas proximidades da Estrada do Derba. Além das duas mortes, outras três trabalhadoras ficaram feridas.
No comunicado enviado ao BNews, a Rota Brasil contestou informações sobre uma suposta entrega e liberação da estrutura. Segundo a empresa, os serviços contratados envolviam a montagem da estrutura e a cobertura do galpão, que ainda estavam em execução no momento do acidente.
A construtora também declarou que não autorizou, verbalmente ou por escrito, a circulação de pessoas nem o armazenamento de materiais sob a estrutura enquanto os trabalhos estavam em andamento.
Ainda no comunicado, a Rota Brasil afirmou que, no dia do desabamento, funcionários da construtora estiveram no local, isolaram a área e suspenderam temporariamente os serviços por causa das fortes ventanias registradas na região.
A empresa disse ainda que sua equipe técnica orientou expressamente que ninguém circulasse ou utilizasse o espaço delimitado. Na versão apresentada pela construtora, a permanência de funcionárias da Bahia Ecologia na área teria ocorrido apesar dos alertas feitos pelos responsáveis pela obra.
A Rota Brasil também atribuiu à Bahia Ecologia a responsabilidade pela regularização do espaço junto aos órgãos públicos. A construtora citou uma cláusula do contrato firmado entre as empresas, segundo a qual caberia à contratante providenciar os projetos e a licença de construção, além de garantir as condições necessárias para a execução dos serviços.
A empresa afirmou que documentos, registros de campo e outros elementos relacionados ao caso estão sendo apresentados à Polícia Civil, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e às autoridades fiscalizadoras.
A Rota Brasil declarou, por fim, ainda confiar que as investigações e perícias vão esclarecer as causas do desabamento e comprovar o cumprimento das normas de segurança e construção durante a montagem do galpão.
Também em nota, a Bahia Ecologia afirmou que mantém os alvarás de funcionamento e os demais documentos legais regularizados, conforme teria sido constatado pelos órgãos de fiscalização que compareceram ao local.
Segundo a companhia, o galpão era uma edificação recém-construída pela empresa Rota Brasil Construções Ltda., contratada para executar a obra. A Bahia Ecologia declarou que os responsáveis pela construção autorizaram a circulação de pessoas no espaço e que a retomada das atividades ocorreu com base nessa autorização.
Duas trabalhadoras morreram e outras três ficaram feridas após o desabamento de uma marquise nas instalações da empresa de reciclagem Bahia Ecologia, no fim da tarde de terça-feira (27), no bairro de Pirajá, em Salvador, nas proximidades da Estrada do Derba.
As vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde. Duas foram levadas ao Hospital Geral do Estado (HGE), enquanto a terceira foi encaminhada ao Hospital do Subúrbio.
Uma das vítimas fatais, identificada como Joseane Raimundo Pereira Silva, fez aniversário no dia do acidente. Pouco antes do desabamento, ela chegou a gravar um vídeo e enviou ao marido.
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