Saúde

Câncer de mama cresce entre mulheres com menos de 50 anos e acende alerta

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Especialistas alertam sobre o aumento de casos de câncer de mama em mulheres abaixo dos 50 anos, exigindo atenção e rastreamento  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Bnews TV
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 31/10/2026, às 04h40



O câncer de mama também tem preocupado mulheres mais jovens. Embora a doença seja frequentemente associada a pacientes acima dos 50 anos, o crescimento dos diagnósticos em pessoas abaixo dessa faixa etária tem chamado a atenção de especialistas. O alerta foi feito pela oncologista Vanessa Dybal, especialista em câncer de mama, durante uma live do BNews sobre a campanha Outubro Rosa.

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Na entrevista, a médica afirmou que estudos internacionais apontam uma mudança no comportamento da doença entre diferentes faixas etárias. Segundo ela, enquanto o crescimento da incidência tem apresentado desaceleração entre pessoas com mais de 50 anos, o cenário é diferente entre as mais jovens.

“Nos pacientes menores de 50 anos, a gente tem visto um aumento da velocidade de crescimento de tumores”, afirmou. A oncologista também destacou que tem observado diagnósticos em mulheres muito jovens, que ainda não estão na faixa etária contemplada pelas campanhas de rastreamento.

Dybal ressaltou que o câncer de mama continua sendo o tipo mais prevalente entre mulheres no mundo. Para ela, o cenário exige atenção tanto à detecção precoce quanto aos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Hábitos de vida podem influenciar o risco de câncer de mama

Na avaliação da especialista, mudanças nos hábitos da sociedade estão entre os fatores que merecem atenção. A oncologista citou a redução da atividade física, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, a alimentação pobre em fibras e o uso de bebidas alcoólicas.

“Cada vez mais a gente tem feito menos atividade física regular”, observou. A médica defendeu que a prática de exercícios seja incorporada à rotina desde a juventude, em vez de ser uma preocupação que surge apenas na idade adulta.

Durante a conversa, Dybal também chamou atenção para o consumo de alimentos industrializados e destacou a importância de priorizar refeições com ingredientes naturais, frutas, verduras e vegetais. A carne vermelha e o álcool também foram mencionados entre os itens cujo consumo, segundo a médica, deve ser moderado.

A oncologista afirmou ainda que a combinação de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir riscos ao longo da vida. Ela citou a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada como medidas importantes não apenas para a prevenção, mas também para mulheres que já passaram pelo tratamento da doença.

Câncer de mama pode não apresentar sintomas no início

Outro ponto destacado por Vanessa Dybal foi a possibilidade de o câncer de mama se desenvolver sem apresentar sinais perceptíveis nas fases iniciais. Por isso, a especialista reforçou que a mulher não deve esperar sentir um nódulo ou perceber alguma alteração para procurar acompanhamento médico.

“A gente não tem que esperar ter sintoma para fazer os exames. Esse é o sentido do rastreamento”, explicou.

A médica esclareceu que nem todo caroço identificado na mama representa um câncer. Nódulos relacionados às alterações hormonais, por exemplo, podem surgir antes da menstruação e desaparecer depois do período menstrual. Ainda assim, alterações persistentes precisam ser avaliadas por um profissional.

Entre os sinais que merecem atenção estão nódulos que não desaparecem, mudanças na aparência da mama, vermelhidão ou inchaço sem causa aparente, ferimentos no mamilo ou na aréola, saída de secreção sanguinolenta pelo mamilo e presença de nódulos na região das axilas.

A especialista também ressaltou que a ausência de dor não significa que não exista uma alteração. Em muitos casos, a doença em estágio inicial não provoca sintomas, o que reforça a importância do acompanhamento e dos exames indicados para cada paciente.

Tratamento tem se tornado mais direcionado

Apesar dos desafios relacionados ao diagnóstico, Dybal também destacou os avanços no tratamento do câncer de mama. Segundo ela, o conhecimento sobre as características de cada tipo de tumor permite que as equipes médicas adotem estratégias mais específicas, de acordo com o perfil da doença.

A oncologista explicou que, atualmente, existem medicamentos direcionados e opções de suporte que ajudam a reduzir os efeitos adversos do tratamento. As mudanças também alcançam pacientes com doença metastática, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo.

Nesses casos, a médica afirmou que os tratamentos têm se tornado mais eficazes e melhor tolerados, permitindo que algumas pacientes convivam com a doença por anos, com acompanhamento e atenção à qualidade de vida.

“Os tumores de mama não são todos iguais”, pontuou. Por isso, ela alertou que pacientes não devem comparar seus diagnósticos ou tratamentos com os de outras pessoas.

Ao encerrar a entrevista, Vanessa Dybal reforçou que a conscientização sobre o câncer de mama precisa ultrapassar o mês de outubro. Para a especialista, informação, acompanhamento médico e atenção à própria saúde devem fazer parte da rotina durante todo o ano.

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