Economia & Mercado

Cesta Básica de Salvador tem aumento de 1,63% em outubro; 13 dos 25 produtos registraram alta

Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo estimativas da SEI, o trabalhador soteropolitano precisa de 90 horas e 44 minutos trabalhadas para conseguir a cesta básica  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil
Sophia Souza

por Sophia Souza

Publicado em 03/11/2026, às 18h48



A Cesta Básica de Salvador sofreu um aumento e passou a custar R$ 618,42 no mês de outubro. Isso representa uma elevação de 1,63%, correspondente a um aumento de aproximadamente R$ 9,92.

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O dado é calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.366 cotações de preços realizadas em 87 estabelecimentos comerciais da capital baiana. 

Dos 25 produtos da cesta básica, 13 registraram alta nos preços, são eles: tomate (25,76%), macarrão (25,11%), cebola (20,95%), arroz (7,08%), linguiça calabresa (6,86%), carne de segunda (5,87%), carne de primeira (5,64%), queijo prato (5,30%), frango (2,82%), açúcar cristal (2,08%), óleo de soja (2,08%), pão francês (0,84%) e queijo muçarela (0,09%). 

Apesar disso, outros 12 produtos registram uma redução nos valores, como: flocão de milho (-23,08%), batata inglesa (-14,85%), banana-prata (-11,25%), café moído (-5,57%), maçã (-5,00%), cenoura (-4,93%), farinha de mandioca (-3,53%), leite (-2,74%), feijão (-1,94%), carne de sertão (-1,86%), manteiga (-0,55%) e ovos de galinha (-0,14%).

Condições climáticas influenciam nos preços

De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, as condições climáticas, como a ocorrência de chuvas e as temperaturas mais amenas em regiões produtoras influenciaram na variação dos preços. Outro fator relevante é a oscilação na oferta e na demanda. 

Denilson destaca o aumento do tomate em 25,76%, como um exemplo da influência das condições climáticas. 

“No caso do tomate, a alta decorreu da limitação da oferta, em razão do esgotamento das áreas em ponto de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que tornaram mais lenta a maturação dos frutos”, afirmou. 

Já o recuo de -23,08% do flocão de milho, pode ser explicado, segundo o economista, pela desvalorização do milho em grão, uma vez que a oferta interna superou a demanda.

Outros dados

Os ingredientes que fazem parte do almoço soteropolitano, como feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, apresentaram alta de 7,0% e foram responsáveis por 39,88% do valor da cesta básica em outubro. 

Quando se trata dos alimentos que fazem parte do café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, houve uma diminuição de 0,49% e foi responsável por 34,61% do valor da cesta.

Para conseguir uma cesta básica, o trabalhador precisa de 90 horas e 44 minutos trabalhadas, o que equivale a 1,24% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, com desconto de 7,50% para a Previdência Social. 

Classificação Indicativa: Livre

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