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Érico Brás convoca boicote a Jorge e Mateus após anúncio do Réveillon de Salvador: “Apoiam Flávio Bolsonaro”

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Ator baianao Érico Brás critica a presença da dupla Jorge e Mateus no Festival Virada Salvador em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (4)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @ericobras
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 04/11/2026, às 15h07 - Atualizado às 15h38



O ator baiano Érico Brás criticou a presença das duplas Jorge e Mateus e Zé Neto e Cristiano na programação do Festival Virada Salvador 2027. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (4), o artista convocou um movimento para pressionar a Prefeitura de Salvador a retirar os sertanejos da grade do evento e priorizar músicos da Bahia.

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A manifestação acontece em meio à polêmica envolvendo o cantor Jorge, da dupla Jorge e Mateus, que passou a ser alvo de críticas e boicotes entre nordestinos após declarações e posicionamentos políticos associados ao bolsonarismo. O episódio também provocou o cancelamento de apresentações da dupla em Fortaleza e Recife.

Ao questionar a contratação dos artistas para a festa da capital baiana, Érico afirmou que as duplas apoiaram publicamente o senador e candidato derrotado nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-presidente preso por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro (PL).

Salvador, Zé Neto e Cristiano, Jorge e Mateus, duas duplas sertanejas que apoiaram Flávio e Bolsonaro declaradamente nessa última eleição vão tocar no Festival da Virada em Salvador no Réveillon. Como é que pode a Bahia, Salvador, com a cidade, com grande quantidade de gente votante no PT, sabe que esses caras odeiam o Nordeste, apoiavam os maluquices de Flávio Bolsonaro, vocês vão deixar que a Prefeitura de Salvador bote essas duas duplas?”, questionou.

O ator, conhecido pelas performances cômicas, como o Reginaldo no filme "Ó Paí, Ó" e na série homônima, e o Jurandir na série "Tapas & Beijos". também criticou o que considera uma falta de valorização dos artistas locais na programação e acusou os sertanejos de se beneficiarem financeiramente de contratos com prefeituras.

Não, gente, compartilha esse vídeo, vamos fazer um mutirão e tirar esses caras da grade, nós queremos artistas baianos, nós queremos artistas baianos tocando no Réveillon de Salvador, esses caras não representam, eles só vêm mamar, esses são os verdadeiros mamadores da grana das Prefeituras do Brasil afora e em Salvador não vai ser diferente”, declarou.

Érico ainda afirmou que pretende formalizar a mobilização por meio de um documento direcionado à gestão municipal: “Não vão. Aqui não. Não queremos as duas duplas: Jorge e Matheus e Zé Neto e Cristiano na grade do Réveillon. Comecei o movimento no meu feed. Vamos protocolar um documento pedindo a retirada deles urgente. Queremos artistas baianos”, completou.

ASSISTA:

Bruno Reis defende presença da dupla na programação

Apesar da pressão e dos cancelamentos registrados em outras capitais nordestinas, Jorge e Mateus estão confirmados no Festival Virada Salvador. A dupla se apresenta no dia 31 de dezembro, ao lado de Parangolé, Dennis DJ, Bell Marques e Ivete Sangalo, que deve comandar a contagem regressiva para a chegada de 2027.

O prefeito da capital baiana Bruno Reis (União Brasil), quando questionado sobre a permanência dos sertanejos na programação, afirmou que não utiliza critérios políticos para escolher as atrações e defendeu o respeito às opiniões divergentes.

Esse festival celebra a música, a cultura, a arte. Nunca, em nenhum momento, questão política foi critério para definição das apresentações e não pode ser, até porque é ilegal utilizar esse critério para definições de quem vai se apresentar. Nós vivemos em uma democracia, temos que respeitar as opiniões divergentes. Democracia é isso. É ter capacidade de conviver com quem pensa diferente do nosso pensamento. A nossa grade de atrações por si só já se explica, porque contempla todos os estilos musicais, dos mais diversos ritmos, foi sempre critério que utilizamos e vamos continuar utilizando", declarou.

Durante a justificativa, Bruno Reis também afirmou que não se considera um político de direita ou de esquerda. O prefeito, que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, defendeu a liberdade de manifestação dos artistas.

Eu tenho dito e sempre disse isso: não sou prefeito nem de direita e nem de esquerda, esta briga não nos pertence. Vivemos em um país livre, democrático, as pessoas podem e devem expressar sua opinião e os artistas também têm direito e cabe a nós respeitá-los, entender suas posições, suas convicções e governar para todos, que é o meu papel", completou.

ASSISTA:

Classificação Indicativa: Livre

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