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Justiça condena mulher a pagar indenização por danos morais após ofender filha de Zezé Di Camargo nas redes sociais

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Justiça determinou indenização de R$ 15 mil para a criança e R$ 10 mil para cada um dos pais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 31/10/2026, às 17h22



Uma mulher foi condenada pela Justiça a pagar uma indenização por danos morais em uma decisão proferida pela juíza Ana Laura Correa Rodrigues, da 3ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

A mulher vai ter que pagar R$ 35 mil após publicar comentários ofensivos sobre a aparência da filha do cantor Zezé Di Camargo e da influenciadora Graciele Lacerda. Ela também questionou a paternidade da criança. Na decisão a juíza entendeu que as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a dignidade da menina e a honra dos pais.

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Na decisão a juíza determinou indenização de R$ 15 mil para a criança, de 1 ano, e R$ 10 mil para cada um dos pais. Os valores serão acrescidos de correção monetária e juros, conforme os critérios fixados na decisão. Da decisão ainda cabe recurso. As informações são do portal Rota Jurídica.

Comentários no Instagram

Conforme o processo, a mulher comentou em fotografias compartilhadas por Graciele no Instagram, entre janeiro e março de 2026. Na primeira ela ridicularizou a aparência da menina e nos comentários seguintes questionou a paternidade da criança alegando que não seria filha do cantor. 

Na contestação, a mulher alegou que não se lembrava de ter feito os comentários e que costumava emprestar seu aparelho celular a outras pessoas. 
Ao analisar o caso, a magistrada rejeitou os argumentos da defesa. A juíza destacou que a criança não escolheu a exposição pública e não possui capacidade para consentir com manifestações depreciativas sobre sua aparência. Nesse contexto, considerou que os comentários não poderiam ser justificados pelo exercício da liberdade de expressão.

Para a julgadora, as manifestações atingiram diretamente a criança e também os pais, especialmente pelos questionamentos públicos sobre a paternidade.

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