Esporte

Ex-Vitória entrega passaporte à polícia após investigação sobre tráfico de drogas e organização criminosa

Divulgação | EC Vitória
Ex-Vitória teve passaporte entregue à polícia por seu advogado após se tornar réu em investigação sobre tráfico de drogas e organização criminosa  |   Bnews - Divulgação Divulgação | EC Vitória
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 30/10/2026, às 12h25 - Atualizado às 13h05



O atacante David Corrêa, ex-Vitória e atualmente no Vasco da Gama, entregou seu passaporte à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (30). O documento foi apresentado pelo advogado do atleta, uma vez que o jogador não compareceu pessoalmente à 14ª Delegacia de Polícia (DP), no Leblon.

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David é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro. A defesa alegou que o atacante não compareceu à delegacia porque "estava cansado do jogo (contra o Flamengo), chegou em casa a 1h da manhã".

Conhecido como DVD, o atacante se tornou réu após a Justiça do Espírito Santo receber uma denúncia do Ministério Público por suspeita de financiamento ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa.

Inicialmente, a Polícia Civil do Espírito Santo solicitou a prisão preventiva do atacante e o bloqueio de seus bens. No entanto, o Ministério Público não acompanhou os pedidos e defendeu a aplicação de medidas cautelares contra o jogador, alternativa acolhida pela Justiça.

A decisão é um desdobramento da Operação A Tropa, que investiga uma organização suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e possíveis ligações com a facção Comando Vermelho (CV).

De acordo com as investigações, foram encontradas conversas entre David Corrêa e Ruan de Freitas Camargo Cruz, amigo de infância do jogador e investigado por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024.

Além da apresentação do passaporte, David está proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. O jogador também deverá comparecer periodicamente à Justiça. O descumprimento injustificado das medidas poderá resultar na decretação de prisão preventiva, mediante decisão judicial.

Vale destacar que o jogador já prestou depoimento e negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas. O recebimento da denúncia não representa uma condenação, e as acusações ainda serão analisadas durante o processo judicial. As informações serão encaminhadas à Justiça e à Polícia Civil do Espírito Santo, responsáveis pelo acompanhamento do caso.

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