Política
Os partidos do Centrão que buscam integrar a base do presidente Lula (PT) em seu novo mandato tentam reduzir o espaço do Partido dos Trabalhadores (PT) na articulação política.
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De acordo com o jornal O Globo, o Centrão tem buscado emplacar aliados na pasta responsável e em postos no Legislativo.
Atualmente, o PT ocupa os ministérios de Relações Institucionais e da Casa Civil, além das lideranças do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.
Entre os partidos que aceitam uma aliança com Lula em troca de governabilidade no Congresso, estão a federação União Brasil-PP e o Republicanos, que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Já o MDB e PSD, que ficaram neutros, também se articulam para ter espaço no novo governo.
Esses cinco partidos tiveram ministérios durante o terceiro mandato de Lula. As siglas, no entanto, ainda não anunciaram se serão base, oposição ou independentes.
"O governo tem que ser amplo. O presidente vai precisar de apoio e não pode fechar só com o PT no comando político. Isso foi um erro neste governo Lula 3", disse o líder do Republicanos na Câmara dos deputados, Augusto Coutinho (PE).
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido foi procurado pelo governo.
"O governo já nos procurou desta vez, sim. Lula precisa ter uma postura para unir o país e aumentar o apoio, algo que não conseguiu no terceiro mandato", disse Kassab ao O Globo.
Integrantes do PT, a exemplo do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, defendem que a abertura de espaço para partidos do Centrão esteja condicionado a votos no Congresso.
A avaliação é que Lula terá dificuldades no quarto mandato com o crescimento das bancadas do PL, que conta com 21 deputados federais e 29 senadores.
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