Política
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), derrotado na disputa presidencial, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes. A medida, expedida no domingo (25), também proibiu o parlamentar de manter contato com o advogado Willer Tomaz e determinou o cancelamento de seus documentos de viagem, inclusive o diplomático.
Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas viajaram para os Estados Unidos na quarta-feira (28), com desembarque em Miami, na Flórida. A viagem ocorreu após a determinação judicial, que previa a entrega dos passaportes brasileiros.
A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz, empresas ligadas ao advogado e plataformas de apostas. O senador também é investigado em outro inquérito que apura possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os advogados de Flávio pediram ainda que o caso seja retirado da relatoria de Moraes e encaminhado ao ministro André Mendonça. A defesa argumenta que as suspeitas envolvendo Tomaz e uma possível organização criminosa já são examinadas no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS e está sob relatoria de Mendonça.
A defesa também solicitou que Moraes seja declarado impedido ou suspeito de conduzir o processo. Segundo os advogados, haveria vínculos entre a empresa Fraction 024, investigada no caso, o escritório de advocacia da esposa do ministro e o próprio magistrado. A empresa teve Willer Tomaz entre seus sócios e vendeu uma participação à Prime You, companhia da qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi sócio.
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