Política
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2026, afirmou neste domingo (1º) que não se arrepende de suas atitudes e voltou a criticar as medidas judiciais determinadas contra ele após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar alegou ser alvo de perseguição e questionou a atuação da Justiça brasileira.
“Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras”, escreveu.
Na publicação, Flávio também relatou como teria sido intimado sobre as medidas judiciais. Segundo ele, a abordagem aconteceu na rua, quando deixava a residência do pai.
Flávio afirmou que foi intimado 12 horas depois da decisão judicial, ao sair da casa de Jair Bolsonaro. Na publicação, mencionou a situação do ex-presidente, condenado a mais de 27 anos de prisão, e a distância de outro filho.
“Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre”, declarou.
O senador também afirmou que a situação estaria distante de representar um processo judicial justo e imparcial.
Na publicação, Flávio disse que está em um país onde pode manifestar livremente sua opinião e fez referência a uma suposta atuação policial contra familiares.
“Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, escreveu.
O parlamentar, no entanto, não foi alvo de busca e apreensão.
Flávio também afirmou ter enfrentado um sistema que, segundo ele, deseja manter as coisas como estão. Ao encerrar a publicação, reiterou que não se arrepende de suas atitudes e citou uma declaração atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, feita em 7 de agosto de 2016, quando ele atuava como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato.
“Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.' (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016)”, publicou.
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